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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jornal "O Independente" apanhado nas malhas do plágio


Na sua edição de 31 de Julho de 2010, o Semanário angolano, "O Independente", na sua coluna/ secção de tecnologia, recorreu a plágios evidentes, ou seja, os textos e imagens usados, foram copiados e alterados do site                         http://tecnologia.br.msn.com  

Até ao momento, ainda não ouvi nenhum pronunciamento, por parte de nenhuma autoridade angolana, ligada a classe profissional, diante de um procedimento que lesa muitos dos princípios jornalísticos, bem como normas do direito internacional relacionados com os direitos de autor e propriedade intelectual.

As imagens ao lado, servem para comparar a semelhança entre os textos e imagens, que diga-se não são coincidências nenhuma. 

Diante desta atitude, nós os consumidores temos estado a comprar um produto não genuíno, um produto cujos os verdadeiros proprietários têm estado a ser roubados. Plágio é crime, mas "O Independente" tem lucrado com isso.

Gostaríamos imenso, que instituições, como o Ministério da Comunicação Social, para além de evangelizar os jornalistas, pudesse começar a por cobro a este tipo de procedimentos. Fazemos também um apelo ao Sindicato dos Jornalistas, a União dos Jornalistas angolanos e outras instituições da classe que passem a prestar mais atenção a estes pormenores, que evidenciam entre outros aspectos uma clara concorrência desleal.

Esses factos, permitem-nos ter uma ideia, do fraco ou mesmo não funcionamento das instâncias de apuração da notícia, do "newsmaking" e "gatekeeper" neste jornal. Outro aspecto esta relacionado, com o facto de toda gente achar que é jornalista e que basta ter uma oportunidade.... Mas destes vamos abordar em outro texto, pois os meus alunos de Ciências da Comunicação, vão gostar de rir estas trapalhadas.

Ao jornal "O Independente" aconselho a fecharem as portar para redefinirem tudo, incluindo a política editorial, a fim de justificarem o nome de independente e a classe jornalística, com conteúdos de qualidade. Não se esqueçam quando vão escrever o texto de alguém devem pedir autorização e referenciar a fonte, na verdade é assim que aprendemos na escola (ensino médio e universitário), em disciplinas como Metodologia de Investigação Científica. Ainda bem que aprendi isso com os meus Professores (a eles muito obrigado, pois não faço estas asneiras).


Os restantes jornais, não relaxem estou a controlar e analisar o que estão a fazer, o próximo virá a seguir.   Até......  

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É um FACTO FACTUAL é borrada jornalística...

O semanário FACTUAL na sua edição de 18 a 25 de Setembro de 2009, reforçou a minha certeza em relação a péssima qualidade do seu jornalismo.
Na sua rubrica "O NOSSO CONVIDADO" fez uma pobre entrevista ao músico António Paulino, que não revela a dimensão do artista, tudo porque foram feitas perguntas, sem a interligação necessária e sem um objectivo concreto. Foi uma entrevista muito pobre e sem conteúdo importante, sem novidade e o pior foi esta pergunta(???):
António Paulino tem no seu repertório três álbuns discográficos, o primeiro intitulado Joaquim Wayaye, Ji-henda ya mama e Kangila. Em conversa descontraída com o Factual, o artista começou por falar da diferença que existe entre a música angolana elaborada anteriormente com a actual:
Sinceramente isso é uma pergunta? ok, este é o primeiro álbum e os outros? Meus senhores, isso não é jornalismo sério. Por favor leiam e aprendam com o SEMANÁRIO ANGOLENSE, falem com o Kota Graça Campos, que não é meu amigo, mas faz jornalismo sério.
Na sua capa tinha como principal manchete:
Os leitores provavelmente tiveram a percepção de que na página 6, encontrariam uma matéria de verdade, mas foi uma autentica decepção, por que a matéria abaixo:
Essa notícia é um fiasco ou uma encomenda mal feita, ou as duas coisas, pelo seguinte:
  1. Se existe alguém do Governo que defende esta ideia, porque não dá a cara? Se somos democráticos e com liberdade de expressão, porque o Governo não faz uma declaração oficial? Das duas uma ou o Factual tem uma fonte credível, ou é um jornal criador de fontes o que é mais grave.
  2. O artigo diz nada.
  3. O jornalista que fez a matéria devia saber que angola ainda vive de ajudas humanitárias. Talvez o conceito de ajuda humanitária lhe é reduzido a distribuição de comida.
  4. Angola continua um país dependente e é tão absurdo defender esta ideia de auto-dependência, como foi por altura das eleições uns "falo que me pagam" diziam que a crise económica é mundial, mas não afectaria Angola, mas agora já afecta. Meus Senhores, leiam os relatórios com maturidade e deixem de atirar pedras as criticas, e humilhar quem não acredita em vocês.
  5. Este artigo é uma vergonha, feita para ocupar espaço e com uma manchete para enganar o eleitorado. Que vergonha.
Quem acessar os links abaixo e ler a página 23 do FACTUAL, terá a ideia clara do que dá quando trocamos a investigação, pela copiação. Navegar é bom, mas é preciso ter cuidado para não naufragar.
  • http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/15/iata+preve+perdas+maiores+para+companhias+aereas+em+2009+8460915.html
  • http://economia.uol.com.br/cotacoes/ultnot/2009/09/15/ult29u69866.jhtm
  • http://www.abril.com.br/noticias/economia/iata-preve-perdas-maiores-companhias-aereas-2009-529758.shtml
  • http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/090915/economia/negocios_aereas_associacao_perdas
  • http://www.lustosa.net/noticias/217708.php

domingo, 9 de agosto de 2009

Os Jornais e a cobertura das eleições legislativas em Angola

Este é um pequeno vídeo da apresentação (extracto) que fiz do Relatório da minha pesquisa sobre "Os jornais e a cobertura das eleições legislativas de 2008 em Angola", no dia da defesa do meu trabalho de final de curso superior, como requisito à obtenção do grau de licenciado em Ciências da Comunicação. O meu relatório mostra claramente que os jornais na sua generalidade favoreceram o partido no poder o MPLA. Os partidos da oposição podiam ter feito muito mais e andaram a dormir...