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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
MENSAGEM IMPORTANTE DA CRUZ VERMELHA
ELES AMAM A GUERRA
- 7 de Novembro, publica uma matéria em que aborda uma Declaração do Governo exprimindo solidariedade ao Governo Congolês e, condenando as acções dos rebeldes. Segundo o JA nesta declaração o governo angolano, também condena a ingerência externa, afirmando que ela apenas contribui para o agravamento do conflito.
- 13 de Novembro, noticiou que o Conselho de Segurança da ONU apesar de ter discutido no dia 11 de Novembro, este órgão ponderou o reforço dos efectivos da MONUC. Um relatório do Secretário Geral Ban Ki-moon, será submetido ao Conselho para discussão e no final do mês se chegará a uma posição mais concreta.
- 14 de Novembro, SADC admite intervir no Congo Democrático com as suas "forças em alerta". "A SADC já tem um mecanismo de alerta, criado na cimeira de Lusaka em 2007, que pode vir a ser chamado. E, par este efeito, é necessário analisar como é que a SADC vai colocar a missão no terreno e como é que a União Europeia pode aumentar a capacidade deste comando em termos logísticos, e outros meios que eventualmente essas unidades possam necessitar." frisou George Chicoty, in JA.
- Deixem os nossos filhos estudarem, mesmo que seja em escolas de dúvidas, onde os vossos filhos não entram.
- Deixem os nossos filhos, mesmo que não sejam donos, pelo menos, trabalharem nas empresas deste país, ao invés de ir à RDC.
- Deixem de amar a guerra, se não querem, que a beijem sozinhos.
- José Eduardo dos Santos, não cometa este erro, as mulheres e homens, mães e pais, namoradas, amantes, irmãos e irmãs, primos e primas, avós e avôs, dos jovens que irão morrer na guerra da RDC, não te votarão nas presidenciais e se não houver batota poderás perder.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Uma missão que vale, para soltar o coração.

Meus amigos e companheiros, quero vos contar uma história, destas histórias que são verídicas, são reais, nas quais somos participes e, por isso, nos identificamos mais com elas.
Podem ficar descansados, não falarei das chuvas, do trânsito, das pessoas com deficiência, da minha família, do meu novo emprego, do antigo, nem de outra coisa qualquer, que até dava-me algum jeito.
Bem, muitos de vocês sabem, que desde a década de 90, estou envolvido em movimentos associativos (minha paixão e aprendizagem), cujas causas sempre foram humanísticas, como é óbvio. Durante estes anos, muitas coisas boas me têm acontecido, as más também, mas não é delas que vou falar.
Ok, continuando... bem é melhor entrar no assunto e deixar as introduções de lado, porque se não, vocês ficam cansados, chateados e dirão este Will...
E tudo começou...
Estávamos no final do mês de Novembro de 2006, quando subia a euforia do triângulo festivo. Num dia que não era belo, passava pelo Zé Pirão (na verdade nunca percebi porque é que deram a esta zona o nome de Zé Pirão, o certo é que em Benguela pirão é o que em Luanda chamam de funge de milho, talvez tenha vivido ai o Sr. José que comia muito pirão, mas isto já são estorias), no Maculusso e, bem na esquina encontrei...
... Encontrei, não a mulher com a qual me vou casar, não a mulher por que me apaixonei, não
sim... encontrei as mulheres que diariamente são ignoradas e desprezadas por muitos, as mulheres que suportam as corridas dos polícias e fiscais, porque lutam para sobreviver, num país em que apenas alguns vivem e os que sobrevivem são um incómodo, mas a malta mesmo assim não desiste, é somos teimosos na nossa pobreza, queremos também viver. Eh sempre fui de opinião que o fenómeno da venda ambulante, é um dos reflexos da nossa extrema pobreza e, como tal, tem sido muito mal resolvido.
Bem depois de fazer a esquina, me deparei com estas mulheres, todas sentadas a vender os seus produtos, naquele instante me apeteceu fotografar, filmar ou pintar um quadro com a imagem delas, mas não sei pintar, não tinha câmara fotográfica ou de filmar. Como não podia fazer nenhuma destas coisas, me aproximei apesar de estar ligeiramente atrasado, e comecei a conversar com as mesmas, principalmente com a que estava em estado de gestação.
Neste dia fiquei uma hora a conversar com as senhoras sobre a vida, aproveitei para sensibilizar a nossa irmã que estava em estado de gestação, sobre os cuidados que devia ter e da importância das consultas de pré – natal e aderência ao programa de corte da transmissão vertical, que felizmente o nosso controverso país tem de forma embrionária e, ainda bem, oxalá se estenda rapidamente.
A transmissão vertical ocorre quando uma mãe com VIH transmite o mesmo ao seu bebé durante a gravidez, serviços de parto e ou amamentação, no entanto, a corte da transmissão vertical, pode impedir que isso ocorra. De referir que o corte da transmissão vertical é uma terapia que permite a partir do momento que se identifique que a mãe tem VIH, tomarem medidas de prevenção a fim de impedir que o filho nasça com VIH.
Depois de terminar a conversa, pelo caminho comecei a me sentir cada vez melhor, sentia algo de especial, constatei que aquelas mulheres muitas vezes, apenas precisam de alguém que as possa ouvir. Naquele momento me senti uma pessoa prendada, um anjo em cadeira de rodas que tinha de estar ali, para cumprir uma missão, um dever de permitir aos outros o direito à informação.
Meses depois voltei a passar pelo mesmo local e observei que uma mulher vinha a correr em minha direcção gritando: Mano, mano, mano...
E parei, a mulher eufórica disse: Mano, lembra naquele dia que nos falaste aquelas coisas sobre SIDA! Daquela mana que estava grávida? Ela teve, é rapaz e vai ser teu chará, por isso, dá só o teu nome.
Sem muitas palavras e questionamentos, (o que frequentemente tenho feito) peguei uma folha de papel e esferográfica para escrever o meu nome.
Dois meses depois, num fim-de-semana, na rua da Liga africana ao caminho de uma pastelaria para um dos meus habituais lanches, outra senhora que esteve no mesmo grupo, me pediu para parar e disse: Manas lembram este mano, naquele dia estava a nos falar coisas boas, parece que Deus tinha lhe enviado.
Se dirigindo a mim solicitou: Mano fala só mas o teu nome, o teu chará ainda não lhe demos nome.
Neste instante outra senhora do grupo pergunta:
‐ Mas qual é a mana que estas a falar?
‐ A sulana, ela tava grávida e o mano deu bons conselhos, agora ela e o marido, querem saber o nome para dar a criança.
‐ É verdade, mano teu chará é bem bonito, tem cabelo grande, é fino...
Risos...
Enquanto elas falavam eu ouvia com atenção e escrevia em uma folha de papel, um dos meus nomes próprios, claro. Depois de lhes entregar o papel, me despedi.
LABORATÓRIOS TRANSPARENTES
Este texto foi escrito no dia 24 de Setembro de 2005, depois do meu grande amigo Nazaré Ndala ter visitado o quarto e sala que tivera arrendado na altura, no bairro Sambizanga.
Quando falamos deste espaço, vem-nos logo a mente a imagem de equipamentos sofisticados, reagentes químicos, fórmulas, epidemias, tecnologias de ponta, homens de batas brancas, etc.
Esta mesma pequena e humilde África dos que devido as guerras das independências, das democracias, pós 1992, de tribalismos e de abusos tiveram que partir, uns para hoje voltar e ou para amanhã apenas vir passear, e outro tomorrow forever.
sábado, 1 de novembro de 2008
AS UNIVERSIDADES ANGOLANAS NÃO SÃO INCLUSIVAS
Cerca de 99% das universidades angolanas não possuem condições que permitam a adequada inclusão das pessoas com deficiência
Adão Ramos, é um jovem com deficiência física, estudante de Ciências Políticas da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, afirma que “as universidades angolanas não estão preparadas para receber todos, sem constrangimentos, barreiras e em igualdade de acessos.”
Esta afirmação foi feita numa altura em que o cenário das Universidades não assegura a livre escolha dos meios e recursos disponíveis para as Pessoas com Deficiência, limitando assim a integração e a participação, pondo em causa a igualdade e as oportunidades.
Um levantamento feito às Universidades, permitiu constatar que as universidades Técnica de Angola, Lusíada, Privada de Angola, Óscar Ribas e Jean Piaget, não têm condições de acessibilidade às pessoas com deficiência.
Na Universidade Metodista de Angola, logo à entrada encontramos uma escada que não permite o acesso fácil às Pessoas com deficiência. Para um cidadão com deficiência em cadeira de rodas, poder entrar a universidade com relativa independência é quase obrigatório usar as instalações da Igreja Metodista, anexa às instalações da Universidade.
No interior da Universidade a mobilidade entre os pisos tem de ser feita por meio de elevadores.
Situação quase idêntica verifica-se no pólo do Palanca, onde se observam algumas rampas à entrada, e, no interior, se utiliza um elevador, cujas chaves ficam em posse de um funcionário que nem sempre está à disposição das pessoas.
“Se estivermos a falar de acessibilidade das pessoas com deficiência, no real sentido do termo, podemos concluir que a Faculdade de Letras e Ciências Sociais, não é inclusiva.” Rematou Adão Ramos, quando questionado sobre as condições de acessibilidade na faculdade em que estuda.
As nossas Universidades, e a própria Secretaria de Estado para o Ensino Superior, não perceberam ainda que a inclusão proporciona aos estudantes com deficiência, a superação de várias barreiras, assim como um crescimento académico significativo, a oportunidade de socializarem e de beneficiarem com as experiências não académicas, no ambiente universitário.
Quando procuramos saber se os factores que influenciam para que as Universidades não tenham a acessibilidade como uma prioridade, está ou não relacionado com o pouco número de estudantes com deficiência, o nosso entrevistado rebateu, dizendo que “as condições de acessibilidade às Universidades não devem depender da existência de um grande número de pessoas com deficiência a frequentar o ensino superior. Esta visão é reducionista do que são a evolução e a inclusão social.”
Um dos factores relacionado com as barreiras arquitectónicas nas Universidades é o facto de constituir um assunto não debatido. Este cenário deve-se fundamentalmente à fraca sensibilidade dos gestores das instituições universitárias, dos governantes e pressão da sociedade civil.
Quanto às obras que estão, neste momento, a ser feitas na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, que não contemplam a eliminação de barreiras, o nosso entrevistado diz ser uma demonstração deliberada de discriminação e pouca valorização das pessoas.
Das Universidades visitadas, em nenhuma foi observada uma localização e medição de vagas de estacionamentos adaptadas às Pessoas com Deficiência, a maioria não possui rampas e portas de acesso, bem como outros elementos adaptados como elevadores, salas de aula, etc.
Diante da tanta dificuldade, Adão Ramos afirma que “às Pessoas com deficiência, que se registem a estudar são heroínas.”
As entidades gestoras do ensino superior precisam de estar conscientes de que as barreiras urbanísticas e arquitectónicas impedem as Pessoas com Deficiência de aceder a determinados espaços das Universidades e estas dificuldades físicas podem implicar, num futuro, carências no seu desenvolvimento pessoal.
Neste sentido, existe um grande trabalho a ser feito na preparação da comunidade académica, a quebra das barreiras arquitectónicas, de atitudes e pedagógicas, apoio humano e material imprescindíveis ao pleno desenvolvimento das Pessoas com Deficiências.
Para tal, torna-se necessário que, por um lado, a Secretaria de Estado para o Ensino Superior, dê a orientações precisas quanto a esta matéria, por outro, que as organizações da sociedade civil e pessoas com deficiência possam pressionar mais, a fim de garantir estes direitos e fazer valer a Constituição da República que estabelece que somos todos iguais perante as leis, e que não deve haver nenhum tipo de discriminação.Gotinhas de boas práticas
Neste contexto de inúmeras barreiras arquitectónicas, de atitude e pedagógicas, aliadas ao estigma e descriminação as Pessoas com Deficiência.
Destaca-se a UnIA – Universidade Independente de Angola, que desde 2005 tem rampas de acesso e WC em melhores condições que as restantes universidades. De referir que tal, verifica-se apenas no antigo edificio, uma vez que a nova estrutura possuí barreiras arquitectónicas.
A Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, inseriu recentemente um sistema que permite às pessoas com deficiência visual, assistirem às aulas normalmente.
“Das Universidades a que já fui a UnIA foi a única em que encontrei rampas e casas de banho, preparadas para pessoas com deficiência. Por isso, devemos referenciar este avanço.” Frisou Adão Ramos.
Will Bento Tonet, Jornalist independent
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Esse Pereira.....
- O meu colega pertence ao comité de especialidade dos jornalistas do MPLA, mas não devia lá estar, porque não tem nenhuma especialidade cientificamente reconhecida.
- Este cidadão tem sim é uma especialização em bajulação.
- Nasceu habituado a pendurar-se em quem ganha e não sabe o sabor de se lutar por ganhar, e a virtude de saber perder.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Estudantes de Ciências da Comunicação discutem liberdade de imprensa
Terça-feira, 08 de Julho às 19:00 horas, no Auditório Nobre da Universidade Independente de Angola, estudantes de Ciências da Comunicação promovem a palestra sobre “Liberdade de Imprensa em Angola e Brasil”, tendo como orador o jornalista Carlos Alberto Júnior, correspondente da TV Brasil Internacional para África, baseado em Luanda.
A palestra constituirá uma oportunidade, para analisar as diferenças significativas, entre a Lei n.º 22/91 de 15 de Junho, e a actual Lei de imprensa n.º 7/06 de 15 de Maio. Bem como as diferenças da realidade angolana e brasileira.
Carlos Alberto Júnior, trabalhou no Correio Braziliense, tem quase toda a sua carreira em veículos impressos, participou da primeira equipa da “Época em Brasília” e passou pela Gazeta Mercantil, Agência de O Globo e Rádio Jovem Pan.
Entrevistado sobre esta missão Carlos Alberto Júnior, disse a imprensa brasileira: “O olhar da imprensa em geral sobre a África é de tragédia, um noticiário barra-pesada. A África é muito mais do que isso. Angola está com um crescimento entre 16 e 18% ao ano, com uma grande participação brasileira. Há muitos brasileiros por lá.” Acrescentou que “Há muito capital Chinês, e Luanda parece um canteiro de obras, após anos de guerra civil. Este ano haverá eleições parlamentares, e muitos angolanos votarão pela primeira vez. É um momento de transformação política e de infra-estruturas.”
A Universidade Independente de Angola, funciona desde 2004, e lecciona 7 licenciaturas, nomeadamente Ciências da Comunicação, Gestao e Marketing, Engenharia Informática, Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente, Direito e Engenharia de Electrotecnia e Electronica, este ano sairao os primeiros licenciados em Ciências da Comunicação.
Para mais informações os contactos de Imprensa para o evento, por favor contactar:
Sr. Will Bento Tonet ou Isaac Pedro
E-mail: wbtonet@gmail.com ; cabinda76@hotmail.com
Telemóvel: 923654840; 924452979